A crise governamental, 18-10-2017

A 5 dias do Conselho de Ministros que, segundo o anunciado, iria tomar as medidas para se evitarem tragédias futuras. Medidas aliás ainda não tomadas por terem estado aguardando as recomendações de um Relatório, proposto aliás pela Oposição, só agora disponível.

E, para além disso, é provocada uma crise governamental quando se está na recta final para a redacção do Orçamento de Estado para 2018!

Por pressão de um partido político, pelo eco e apoio que encontrou em jornalistas, por uma frase infeliz do 1º Ministro, por uma intervenção pública do Presidente da República.

Já caiu a Ministra da Administração Interna e, por arrastamento, os seus Secretários de Estado.

E todo o resto do Governo está pendente do resultado de uma moção de censura anunciada para a próxima semana.

Será assim que se irá dar efectiva urgência às medidas necessárias para evitar novas tragédias?

Será assim que teremos um atempado Orçamento de Estado?

Quem substituirá a Ministra e os Secretários de Estado? Quando tomarão posse? Quando estarão capazes de tomar decisões correctas quanto ao OE e para se evitarem novas tragédias? É que, em vez da urgência de medidas, que invocam, acabaram provocando a sua protelação!

Mas analisemos as competências da Ministra:

Não era nem nunca foram dela as medidas que conduziram à situação caótica da floresta e à desertificação do interior. Nem teve qualquer interferência no hardware e software do SIRESP.

Terão falhado dirigentes da Protecção Civil? Talvez, mas isso não impediu a enaltecida e elogiada actuação e abnegação de bombeiros e GNR.

Esta última tragédia só poderia ser atenuada com mais meios aéreos, dado que a virulência do fogo impediu que a ajuda de bombeiros pudesse transitar e chegar a alguns locais. Sim, aí talvez tivesse havido falta de visão por não ter alterado a data usual de 1 de Outubro. Mas, se a Força Aérea tivesse já meios adequados para combater fogos, a sua disponibilidade seria a dos 365 dias do ano e bem mais económica do que apenas contratar privados. E não foi esta Ministra nem este Governo quem retirou tal capacidade à FA. Mas foi este Governo que já providenciou para a recuperar.

Houve também “insensibilidade” pessoal da Ministra? Mas se até a atacaram por ter chorado com a tragédia de Pedrógão!

Em resumo, o País vai perder com esta crise! Por termos a política no seu pior!

António José de Matos Nunes da Silva

 


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