A alquimía do grupo de economistas, 21-9-2017

O defeito de muitos economistas é verem em quanto importa o acréscimo numa dada verba de despesa mas não avaliarem os seus efeitos.

Um exemplo o mostrará:

Quem ganhar 615, segundo as várias tabelas de retenção de IRS de 2017, no Continente, não desconta nada para IRS.

Quem ganhar 705, casado, único titular, sem dependentes, desconta 2,5% ou seja 17,63€ cada mês.

Mas o IVA de despesas gerais dá dedução máxima de 250€ no ano, o que corresponderá a 17,86€ a cada um dos 14 meses. E, com o IVA de despesas anuais em electricidade, gás, supermercados, etc. muito raramente não se atingirão os 250€ de dedução.

Ou seja, este contribuinte irá ser reembolsado totalmente do IRS que lhe descontaram.

Portanto, se ganhar 615 em 2017, e for aumentado para 705, o Estado não perde nada em receita de IRS.

E não são só as despesas gerais que dão dedução no IRS. Saúde, educação, etc. também. A dedução será por isso normalmente até superior aos 250.

E, com o dinheiro que receber a mais, fará compras. Que darão IVA ao Estado.

Para além disso, misturar carreiras com IRS e com pensões no que respeita a despesa do Estado é misturar alhos com bugalhos. Porque a receita para as pensões provém maioritariamente dos descontos que as pessoas fazem para tal. E até, se ganharem mais, também maior será esse desconto.

E isto não é alquimia, não senhor!

António José de Matos Nunes da Silva

17-01-13 tabelas de retenção IRS no Continente, Desp 843-A_2017

 


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