O afundamento do “Augusto Castilho” em 14-10-1918 por submarino alemão, 8-8-2017

Procurei melhorar aqui a visibilidade do vídeo da RTP da filmagem feita pelo submarino alemão que afundou o “Augusto Castilho”. Não o consegui totalmente, mas julgo que tornei mais nítidas algumas partes.

 

O que consta no portal de RTP NOTÍCIAS:

Em 1918 submarino alemão filmou navio português a ser afundado

O caça-minas português “Augusto Castilho” escoltava o navio mercante “S. Miguel” em 14 de Outubro de 1918, quando este foi atacado pelo submarino alemão U-139. O caça-minas, sob o comando de Carvalho Araújo, tentou combater o poder de fogo superior do submarino e, finalmente, protegeu o “S. Miguel” interpondo-se entre ele e o navio atacante, e dando-lhe tempo para ficar fora do alcance deste. Após duas horas de combate, com as máquinas inutilizadas, o “Augusto Castilho” rendeu-se. O comandante Carvalho Araújo foi morto por um último tiro do submarino.

A partir deste momento, o submarino alemão registou os acontecimentos em filme, legendado para sublinhar a humanidade dos vencedores: o médico alemão assistiu os feridos portugueses e estes puderam embarcar em dois pequenos salva-vidas que dois dias depois atingiram Santa Maria, nos Açores, com 35 sobreviventes. Um ferido sucumbira durante a jornada.

O filme mostra também como marinheiros do submarino vão a bordo do caça-minas para retirar munições e mantimentos e como, depois, o afundam detonando explosivos colocados a bordo e disparando contra o navio na linha de água. Os alemães homenagearam ainda o comandante e outros tripulantes do “Augusto Castilho” mortos na refrega, lançando-os ao mar envolvidos na bandeira portuguesa.

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O tenente Simões, que fazia parte da tripulação do “Augusto Castilho”, relata em entrevista de 1958 que o navio saiu em 14 de Outubro de 1918 a comboiar o navio mercante “S. Miguel” em direcção a Ponta Delgada. Recorda que o primeiro tiro ouvido na madrugada do dia seguinte não permitiu localizar a sua origem. Só num segundo tiro se conseguiu divisar o submarino. Mas a pobre artilharia do “Augusto Castilho” não tinha alcance para enfrentar o submarino. E, como as granadas caíam muito próximo do “S. Miguel”, o comandante Carvalho Araújo decidiu interpor o “Augusto Castilho” entre o navio escoltado e o submarino alemão atacante.


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