Medina e a penalização de pensões antecipadas, 28-3-2017

Ontem, Medina, no seu tempo de antena da TVI, sem contraditório, dissertou sobre o sistema de pensões.

Defendeu que só quem tenha 48 anos de descontos e mais de 60 anos é que merecia redução (nem sequer extinção) de penalização, se pedir 1 ano de antecipação da idade de reforma.

Porque quem, como ele, começa a trabalhar aos 22 ou 23 anos, reformando-se com 40 anos de descontos, devido à “esperança de vida”, estaria 25 anos a receber pensão por inteiro. E isso tornaria a segurança social “insustentável”, obrigando a redução do valor das pensões.

Ou seja Medina entenderá que toda a gente arranja trabalho (e bem remunerado como lhe terá acontecido) aos 22 e que só morrerá aos 87 anos! (Nem admite que haja quem morra até antes de se reformar, ficando na Seg. Social tudo o que descontou enquanto viveu!)

Portanto, à cautela, para não ter de se reduzir pensão a quem chegar aos 70 ou 80, para “sustentabilidade” do sistema, deve cortar-se-lha logo aos 60!

E tão preocupado com a “sustentabilidade” da Segurança Social, é de estranhar que, como edil, se aproveite de milhões do Fundo de Pensões da Segurança Social para “reabilitação urbana”…

Será para, com tais milhões e mais os IMI que deles recebe, poder proporcionar a velhotes acamados uns passeios mais largos e mais ciclovias e assim lhes proporcionar melhor “qualidade de vida”?

António José de Matos Nunes da Silva


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