Ainda os milhares de milhões nos offshores, 21-2-2017

Procurando tornar mais explícita a razão do meu comentário anterior sobre os offshores, coloquei o seguinte comentário no artigo do Público online (no Expresso não foi possível, porque deixou de aceitar comentários, mas bem os merecia porque o seu artigo sobre o tema foi praticamente ocupado quase exclusivamente por declarações de Núncio, o responsável de então):

O problema, embora  grave, não é apenas o de fuga a impostos.

Além disso, o terem sido depositados tantos mil milhões no estrangeiro em vez de nos bancos sediados em Portugal, também terá contribuído bastante para a falta de liquidez do sistema bancário nacional. Esses números mostram que o problema não foi só de crédito mal parado ou de gerências criminosas em bancos.

E, bem grave, foi nesse período que, por os nossos bancos estarem exauridos e ter de se recorrer ao financiamento da troika que sacrificaram os contribuintes individuais portugueses até à exaustão, originando êxodo de portugueses, altas taxas de desemprego e muitas situações dramáticas.

Verificando-se ainda que a esmagadora maioria dos depósitos em offshores, foi de empresas, mais absurda a política do Governo de lhes tentar aliviar impostos, como IRC e TSU enquanto massacrava os cidadãos com impostos e até reduções salariais e de pensões.

António José de Matos Nunes da Silva


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