Tricas políticas, 12-02-2017

Já que não se pode atacar o Ministro das Finanças por se prever que ele conseguirá um défice orçamental Record, apesar de alguma recuperação de rendimentos dos portugueses, tenta-se derrubá-lo, e até ao Governo, por uma trica de palavras, alegando que mentiu numa Comissão da AR.

Campanha essa muito avolumada em órgãos de comunicação social. Ainda hoje fui acordado às 0900 com o noticiário da RR a falar do assunto.

Estamos constantemente a ouvir que qualquer pessoa se presume como inocente até decisão em contrário. Mas, neste caso, e por suas próprias conjecturas, deputados, até com formação em direito, declaram-no desde já culpado!

E como se classificam promessas eleitorais que depois não se cumprem? Declarações peremptórias e a todos os portugueses, e que enganaram muitos dos que neles votaram, por acreditarem ser assim que actuariam?

Como mero exemplo, decerto se lembram das promessas de Passos Coelho, em 2010 e 2011, de que, se fosse Governo, não aumentaria impostos, não atacaria a classe média, não acabaria com o 13º mês, etc, etc.

Que moral terá para agora dizer que é preciso tirar consequências políticas do que Centeno e Costa terão dito?

Que atitude e declarações deverão ser consideradas de maior gravidade?

António José de Matos Nunes da Silva

 

 


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