Os Comandos do nosso Exército, 11-9-2016

No CM online consta hoje o seguinte artigo: “Morre a jogar futsal em frente aos amigos — Nuno Branco, 40 anos, caiu inanimado quando praticava desporto com grupo de colegas.”

Quantos e quantos não faleceram já praticando desporto? Que esforço, por exemplo, se exige a um maratonista de alta competição?

Que outro órgão de comunicação noticiou este falecimento a jogar futsal?

Alguém vai por isso pedir que se acabe com o desporto? Porquê alguém o pede para o Regimento de Comandos, tão importante componente das forças de dissuasão de ameaças contra a soberania de Portugal?

Se cair um avião da Força Aérea e morrerem os seus tripulantes vai-se pedir a extinção da FA? E se houver acidente com navio de guerra e morrerem muitos marinheiros pedem que se acabe com a Marinha?

Já não há serviço militar obrigatório pelo que, agora, todos os militares o são por escolherem como opção de vida a total dedicação à defesa do seu País, dos seus concidadãos e respectivos bens, sacrificando vida própria e familiar.

E a esmagadora maioria dos militares sente até orgulho na sua nobre missão de proteger os outros.

Mas há alguns que não se adaptam, que se arrependem da profissão que escolheram. Mas que ficam dela prisioneiros.

Porque, ao contrário de todos os outros concidadãos, se forem dos quadros permanentes, terão de indemnizar o Estado de tudo o que com eles despendeu se o requererem antes de 8 anos sendo oficiais ou sargentos, 14 se forem pilotos e 4 se forem praças (artigo 171º do Estatuto aprovado pelo DL 90/2015). E muitos raros terão posses para tal.

Segundo a Portaria 188/2016 (já deste Governo) a indemnização inclui – imaginem! -além de tudo o que o Estado para tal despendeu com cursos, até os vencimentos do militar durante o seu tempo de instrução (incluindo os subsídios de férias e Natal!).

E mais. Ilegalmente, o artº 6º desta Portaria dá ainda aos chefes dos ramos o poder discricionário de lhe estabelecer tempo adicional de serviço!!!!

É autêntica escravatura em Portugal, no Século XXI!

Mas políticos e jornalistas disto não falam. Não é com eles, nem o julgam mediático…

Pois se foram até políticos quem criou tal legislação, recentemente e sem sequer atenderem críticas das associações profissionais de militares! No silêncio “sepulcral” da comunicação social!

Estou certo que o nosso Exército, após o inquérito que levantou ao triste falecimento de 2 instruendos, irá providenciar no sentido de minimizar a probabilidade de recorrências. A meu ver, no binómio saúde e instrução. Acabar com Comandos é que não!

António José de Matos Nunes da Silva

 


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