Cautela em previsões para o segundo semestre baseadas nos resultados do 1º, 4-9-2016

Diário de Notícias online:

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/paulo-baldaia/interior/ha-mais-vida-para-alem-do-defice-5371165.html

Há mais vida para além do défice

04 DE SETEMBRO DE 2016 00:03

Paulo Baldaia

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“Fartos de austeridade, mas conscientes de que o país precisa de boas contas, os portugueses dividiram-se, dando a vitória à direita e a maioria à esquerda. Com a esquerda mudou o registo. Não era do défice que importava falar, mas da devolução dos rendimentos, que iria fazer crescer o consumo interno, que, por sua vez, faria crescer o investimento e, por consequência, a economia. Tudo tão fácil e evidente que não poderia falhar. Falhou.”

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“Soluções políticas como mandar para o lixo, ou reenviar para o BES o que vai dar no mesmo, obrigações seniores que estavam no Novo Banco, ou reverter as concessões nos transportes, afastam mais depressa o investimento estrangeiro do que umas décimas no défice. De igual forma, a onda de privatizações a baixo preço, feitas pelo anterior governo, podem ter ajudado a baixar a dívida e, por consequência o défice, mas não contribuíram para modernizar a economia. Durante todo este tempo, o máximo que conseguimos foi ter o défice descontroladamente controlado.”

 

 

O meu comentário:

Antonio Silva ·

Trabalha na empresa Marinha Portuguesa

Alguns dizem que o Governo está falhando por não conseguir atrair investimento estrangeiro. E dizem que tal se deve a carência de credibilidade.

Mas o que é e para quê o “investimento estrangeiro”?  Investimento requer ter lucro. Como? Vendendo a portugueses? Mas se eles não têm dinheiro… Vender ao estrangeiro? Criar fábrica de raiz em Portugal para vender a mercado estrangeiro tão competitivo e com economia global pouco animadora será compensador? E ajudará tanta campanha jornalística catastrofística sobre Portugal? Com censura interna a opiniões contrárias?

E raciocinam apenas à base de percentagens. O maior “barulho” actual provém dos resultados do 1º semestre, comparando percentagens.

Quando se tem 100 e se aumenta 1, o aumento foi de 1%. Mas se começar com 101 e aumentar o mesmo 1, o aumento foi de apenas 0,0099%. Quero com isto mostrar que comparar semestres diferentes, apenas por percentagens, não chega. É preciso ter em conta a base de que se parte.

Aliás, não me parece credível condenar-se esta política por ser tímida a melhoria do seu 1º semestre de aplicação. Porque o OE deste ano só foi publicado em 28 de Março. No 1º trimestre viveu-se por duodécimos do OE2015. E muitos dos que foram abrangidos em 2016 por uma pequena melhoria nos seus proventos, só a sentiram em fins de Maio.

Nem é com aumentos insignificantes no poder de compra que se podem esperar grandes efeitos na procura interna.

Acontece até que é no 2º semestres que se dá o maior surto de turismo. E se vê o poder de compra substancialmente aumentado com o subsídio de férias. Com apreciáveis bons reflexos no mercado interno.

Cautela pois em previsões para o segundo semestre baseadas nos resultados do 1º.

António José de Matos Nunes da Silva


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