Passos tenta aterrorizar futuros idosos, 8-6-2016

Expresso online:

http://expresso.sapo.pt/politica/2016-06-08-Passos-acusa-a-esquerda-de-estar-fechada-e-sem-disponibilidade-para-nada

Passos acusa a esquerda de estar “fechada” e sem disponibilidade para “nada”

Meu comentário (em 4 partes):

ajmnsilvahá 3 minutos

(4 de 4)

Até parece que Passos Coelho tem prazer em aterrorizar as pessoas com a incerteza e o receio do que irá ser a sua velhice.

Porque não larga e insiste na sua estafada premissa de que “não haverá dinheiro para pagar as futuras pensões”.

É que, só neste início de século, já houve 3 alterações na legislação da segurança social que conduziram a redução drástica de pensões futuras: o valor da pensão ser baseada na média dos últimos 40 anos de descontos, em vez de apenas nos últimos; ter passado a depender também de uma previsão da esperança média de vida; ter enorme penalização por cada ano que antecipar à idade em que era suposto reformar-se.

Só a média dos 40 anos, para quem aufere o salário mínimo em princípio de vida, para quem tem o azar de “marcar passo” na promoção só por falta de vaga, para quem estiver anos no desemprego, leva a que a sua futura pensão possa vir a ser cerca de metade da pensão a que teria direito com as regras que vigoravam anteriormente! E vai conduzir a tremendas disparidades: reformando-se com a mesma categoria, os que tiveram a sorte de auferir mais em princípio de vida (como deputados “jotas”) terão pensão apreciavelmente superior aos colegas da mesma categoria. Uma autêntica lotaria!

A esperança média de vida não é o tempo real de vida: há quem morra um ano depois de passar à reforma ou só ao fim de 10 ou 15 anos. Mas o que morreu cedo teve pensão menor enquanto viveu, só porque outros terão mais anos de vida! Outra lotaria.

A penalização por antecipação é autêntica desumanidade. Porque, só por causa de 1 ano, vai ser penalizado até ao fim da sua vida. E há quem peça reforma antecipada para poder ajudar ente querido, ou por já não se sentir com forças físicas ou anímicas para aguentar um horário normal de trabalho.

Mas Passos Coelho quer lá saber disso tudo. Castigou os pensionistas enquanto governou. Só não lhes reduziu pensões porque o Tribunal Constitucional não deixou. Mas volta à carga. Não para atenuar as injustiças que apontei no cálculo das pensões, mas sim para lhes juntar outras. Os 600 milhões que prometeu a Bruxelas assim o indiciam.

A “insustentabilidade” é, aliás uma falsa “arma”. Porque o seu Governo até obrigou a Segurança Social a comprar dívida do Estado. Porque muito tentou e algo fez para reduzir a TSU de patrões, reduzindo assim as receitas da SS. Porque provocou muito desemprego e muita emigração, assim reduzindo receitas de descontos e aumentando encargos com subsídios de desemprego.

As finanças da SS estão “tão más”, “tão más”, que até este Governo pretende usar os seus dinheiros para “reabilitação urbana”!

António José de Matos Nunes da Silva

Oeiras

 


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