As estatísticas do OE, 1-6-2016

Com base nas estatísticas do 1º trimestre do OE, os 3 canais generalistas foram inundados de opiniões negativas, de políticos e comentadores seleccionados, sobre a actuação do Governo.

Por questões de décimas. Com a opinião de que as previsões do Governo iriam falhar.

Alguns ameaçando até com a hipótese de novo resgate e de que, para o evitar, seria de voltar a aplicar as medidas da troika.

Medidas que aumentaram a dívida em vez de a reduzir, que destruíram tecido económico, que provocaram tanto desemprego e uma avalanche de emigrantes em cuja preparação Portugal tanto investira, que deixou milhares dos que cá ficaram na miséria ou à beira dela, que, apesar da injecção maciça dos impostos dos contribuintes, piorou o sistema bancário em vez de o melhorar. Só o “Deus” défice se aproximou da meta pretendida, mas até sem a atingir.

Ainda ouvi alguém a falar do efeito sazonal do 1º trimestre, o que é de facto importante. Mas não apareceu ninguém nas TVs a lembrar que o 1º trimestre teve de funcionar com os duodécimos do OE 2015. Pouco sendo assim influenciado por medidas deste Governo. Ou seria o aumento dos 15 euros do salário mínimo a provocar catástrofe?

E nem pensaram no pernicioso efeito que essas “deixas” poderiam dar aos tão “sensíveis mercados”. Que, afinal, não se assustaram com tanto alarido em Portugal. É que, nesta “política”, vale tudo…

Só os resultados deste trimestre e, sobretudo, do seguinte, poderão indiciar se as metas previstas pelo Governo são ou não realistas.

António José de Matos Nunes da Silva

Oeiras

 


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