A falsa “insustentabilidade” das pensões, 20-4-2016

http://economico.sapo.pt/noticias/seguranca-social-com-excedente-de-mil-milhoes-em-2015_247627.html

Lê-se no Económico que o Conselho das Finanças Públicas reconhece excedentes de 1032 milhões de euros na Segurança Social e de 31 milhões na Caixa Geral de Aposentações, no ano passado.

Há ainda de acrescentar que a reposição este ano dos vencimentos na Função Pública aumenta a sua contribuição, quer para a CGA quer para a Segurança Social, e portanto as receitas destes 2 sistemas.

Além disso, com a lei actual, o ter passado a fazer-se a média dos últimos 40 anos de descontos para cálculo da pensão em vez dos 10, misturando assim descontos de vencimentos de princípio de vida com aqueles que se obtêm com o aumento do saber, fará, automaticamente, com que as futuras pensões vão sendo progressivamente menores que as actuais.

Infelizmente. Grande choque financeiro haverá no dia seguinte ao passarem à reforma. Cerca de 50% menos do que recebiam no mês anterior!

Mas, apesar destas regras reduzirem drasticamente os encargos com pensões futuras, há quem não o perceba ou queira perceber e esteja pedindo e insistindo em que se façam outras reformas do sistema que iriam no sentido de agravar ainda mais a situação dos futuros pensionistas, por – falsamente – tomarem como base o haver “insustentabilidade” futura do sistema actual!

António José de Matos Nunes da Silva


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