Fundos Comunitários e Dívida

Para além da nacionalização do BPN, uma das grandes causas do endividamento do Estado foi o terem recorrido a empréstimos para aproveitar fundos europeus, para obter a parte que a Portugal competia. Aplicados em projectos que raramente deram retorno com o qual se pudesse pagar essa dívida e seus juros.

Portugal irá receber mais Fundos Comunitários. Que, para não nos encravarem mais, só devem ser aplicados em projectos rentáveis.

Projectos esses que provavelmente não se encontrarão, porque o mercado interno está moribundo e o externo em dificílima expansão. Sem compradores que cheguem, não há retorno para a parte que nos compete comparticipar. Ou se perderão fundos ou se contrairá mais dívida.

Mas haveria uma maneira dos Fundos Comunitários nos ajudarem a sair da crise económica.

Era o de convencer a UE a, excepcionalmente, permitir que esses Fundos fossem em grande parte aplicados em amortização de dívida a instituições da própria UE.

Essa amortização permitiria reduzir-nos encargos futuros com juros o que equivaleria a dar rentabilidade a tais Fundos. E inverteríamos a actual espiral recessiva.

Não era pedir mais dinheiro à UE. Era usar o que de lá vem, com mais proveito para todos, para Portugal, a UE e o euro.

E seria bem melhor do que, um dia, termos de negociar a dívida com credores.

Não chegará, é preciso melhorar economia e emprego, atender ao mercado interno, mas seria grande ajuda.

À atenção do Governo.

António José de Matos Nunes da Silva

Oeiras


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